Como é a residência em Anestesiologia na USP?

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Sabemos que quem está se preparando para as provas têm muitas dúvidas sobre a especialidade desejada. Por isso, neste artigo, vamos contar tudo sobre o curso de uma área com acesso direto cada vez mais procurada no país: a residência em Anestesiologia na USP

Como é a residência em Anestesiologia?

A maior parte das atividades acontece no complexo do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), no Instituto do Câncer e no Hospital Universitário. Esse é um dos maiores sistemas acadêmicos de saúde da América Latina, que conta com diversos institutos de renome. 

Os médicos residentes têm discussões de casos clínicos, treinamento de habilidades manuais e estágios em diversos setores durante os três anos de residência para obterem o título de especialistas em Anestesiologia

Após a formação, é possível ampliar a área de atuação. Isso porque a residência em Anestesiologia é pré-requisito para outras especialidades, como Medicina Intensiva, com mais dois anos de estudo. 

A área de atuação do anestesiologista é bastante ampla. O médico pode atuar em qualquer ponto do hospital, desde os centros cirúrgicos e obstétricos até o pronto-atendimento, uma vez que as atribuições ultrapassam a aplicação de anestesias, incluindo:

  • avaliar internados; 
  • gerenciar possíveis intercorrências pós-anestésicas em cirurgias de alta complexidade; 
  • prescrever analgesia para pacientes operados ou sob cuidados paliativos.

Vale destacar que a procura por esse profissional cresce cada vez mais, tanto pelo aumento de procedimentos cirúrgicos quanto pela complexidade crescente desses processos. Nesse cenário, destaca-se quem fez residência em Anestesiologia em uma instituição renomada, com domínio dos avanços de técnicas cirúrgicas e dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos. 

Ciclos da residência em Anestesiologia

Segundo Gustavo, que já concluiu a residência em Anestesiologia na USP, o programa é dividido em estágios em UTI (incluindo pós-operatório de cirurgia cardíaca), cirurgia de urgência (chamada PS), exames (endoscopias, colono, CPRE), imagem (tomo, ressonância, rádio intervenção) e hemodinâmica (ablação de FA).

Outros estágios em especialidades incluem as seguintes áreas: Ortopedia, Vascular, Neurocirurgia, Cirurgia Cardiovascular, Geral, Otorrino, Cardíaca Adulto e Infantil, Tórax, Cabeça e Pescoço, Plástica, Obstetrícia e Oftalmologia. Todos acontecem no complexo do HC. 

Além da rotina prática, os alunos da USP possuem atividades conceituais. “Temos aulas teóricas ministradas pelos assistentes, discussões de artigos (“Journal Clubs”) e reuniões semanais do departamento, que sempre exploram e discutem um caso específico (gravidade, desfecho, conduta anestésica)”, comenta o residente.

A instituição também incentiva as publicações acadêmicas. Elas contribuem para o aprimoramento das técnicas, do conhecimento do médico residente e da comunidade de Anestesiologia. 

Estágios obrigatórios e eletivos

Dos estágios mencionados, a residência em Anestesiologia na USP destaca-se pelos ciclos no pronto-socorro, em que há atendimentos nas salas do centro cirúrgico, dedicadas aos procedimentos de urgência, que acontecem em grande parte do R1 e do R2. 

Esse é o estágio favorito de Gustavo e João, que está no R2, devido ao contato com os mais variados perfis de pacientes, tipos de procedimentos e cirurgias (ainda mais desafiadoras) e volume de ocorrências, que se iniciam em seis salas ao todo e eventualmente até mais.

“Nesse ambiente, anestesiamos de tudo, desde crianças que ingeriram corpos estranhos e irão realizar endoscopias até traumas graves (chamados águias) e pacientes vasculopatas. Além disso, os assistentes desse estágio sempre estimulam que os próprios residentes tomem as condutas do caso, sob a devida supervisão, o que contribui imensamente para o crescimento como anestesia”, conta Gustavo. 

Os residentes de Anestesiologia na USP também têm a possibilidade de cursar estágios eletivos. Durante o R3, eles podem estudar até três semanas em outra instituição ou país, como Portugal e Canadá. No geral, grande parte dos futuros anestesistas opta pela experiência no exterior para aumentar o currículo. 

Carga horária da residência

As 60 horas semanais são respeitadas durante a residência de Anestesiologia. Ao completarem um plantão noturno, os médicos são dispensados 12 horas no dia seguinte. O maior período de escala é de 24 horas. A quantidade de plantões varia conforme o estágio, que pode ser noturno ou aos finais de semana. 

“A rotina diária é das 7 às 17 horas. Ficamos escalados na sequência para o plantão noturno, seguido de day-off (descanso no dia seguinte)”, completa João.

Quais são as vantagens da residência na Unifesp?

A residência em Anestesiologia na USP destaca-se pelo treinamento prático com acesso a diversos institutos, tipos de procedimentos de baixa e alta complexidade e grande assistência. As atividades no complexo do HC, que respeitam às 60 horas, deixam os profissionais prontos para o mercado de trabalho.

“Por conta do networking que fazemos ao longo da residência, recebemos propostas de trabalho de assistentes ou até de ex-residentes. Então, a inserção no mercado acontece com certa facilidade”, conta Gustavo. 

Enquanto estão nos ciclos finais da especialização, os residentes já têm domínio dos mais complexos procedimentos e da conduta para os mais diferentes casos. Por isso, é mais fácil encontrar trabalho em São Paulo, onde a área oferece inúmeras oportunidades nos grandes hospitais. Já em cidades menores, a inserção é mais lenta. 

Fora as vantagens de trabalho, os estudantes têm algumas comodidades no dia a dia: o almoço e o jantar são oferecidos gratuitamente no próprio complexo. Também existe a possibilidade de moradia, por meio de um processo seletivo.

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Alexandre Remor

Alexandre Remor

Foi residente de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) de 2016 a 2018. É um dos cofundadores da Medway e hoje ocupa o cargo de Chief Executive Officer (CEO). Siga no Instagram: @alexandre.remor