A residência médica é um dos momentos de transformação na carreira de um médico. É o período em que o profissional, recém-formado, mergulha de cabeça no universo da prática clínica, aprimorando suas habilidades e conhecimentos sob a supervisão de experientes preceptores.
Mas, afinal, o que é a residência médica? Por que ela é tão importante? Como funciona? E quais são os benefícios e desafios que ela traz?
Neste artigo, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre RM, desde o seu papel na formação do médico até os detalhes práticos, como salários, especialidades e duração. Se você está pensando em seguir essa jornada ou apenas quer entender melhor como ela funciona, continue lendo!
A residência médica é uma modalidade de pós-graduação lato sensu destinada a médicos que desejam se especializar em uma área específica da Medicina.
Criada no Brasil em 1977 pelo Decreto nº 80.281, ela é regulamentada pela Lei nº 6.932/1981 e gerida pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) .
A CNRM é responsável por credenciar os programas de residência, estabelecer diretrizes e garantir a qualidade do treinamento oferecido. Atualmente, existem mais de 5.000 programas no Brasil, distribuídos em cerca de 1.000 instituições credenciadas, com mais de 45.000 residentes em formação.
A RM é um treinamento em serviço, o que significa que o médico residente atua diretamente no atendimento de pacientes, sempre sob supervisão. Essa prática é necessária para consolidar o conhecimento teórico adquirido durante a graduação e preparar o profissional para os desafios da especialidade escolhida.
A residência médica é um programa de treinamento em serviço, no qual o médico residente atua em hospitais e clínicas, participando de consultas, cirurgias, plantões e outras atividades práticas. A carga horária é intensa, podendo chegar a 60 horas semanais, incluindo plantões de até 24 horas.
O residente é supervisionado por médicos preceptores, que orientam e avaliam seu desempenho. Além das atividades práticas, o programa inclui aulas teóricas, seminários e sessões de atualização, que correspondem a 10% a 20% da carga horária total.
Os médicos residentes possuem uma série de direitos previstos por lei, que visam garantir condições adequadas de trabalho e aprendizado. Entre os principais direitos, destacam-se:
Esses direitos têm como objetivo proteger o médico residente, garantindo que ele possa cumprir sua formação sem ser sobrecarregado, ao mesmo tempo em que recebe a devida remuneração e benefícios. A legislação também assegura que a residência médica seja uma fase de aprendizado e desenvolvimento, respeitando o caráter educativo da atividade.
Nós já fizemos um texto completo sobre os direitos dos médicos residentes, você pode conferir clicando AQUI.
Fazer RM é um passo importante para quem deseja se tornar um especialista. Além de proporcionar um aprendizado prático intensivo, ela oferece uma série de benefícios:
Ao concluir a residência, o médico recebe o título de especialista, reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB).
O título de especialista abre portas para concursos públicos, empregos em hospitais renomados e até mesmo para atuação no exterior.
Uma das principais vantagens da residência médica é a possibilidade de obter uma melhor remuneração. Durante o programa, os residentes recebem uma bolsa-auxílio que proporciona maior estabilidade financeira. Além disso, a conclusão da residência abre portas para oportunidades mais lucrativas e especializadas na carreira médica.
A residência permite que o médico vivencie situações reais de atendimento, preparando-o para lidar com casos complexos no futuro.
O salário do médico residente é, na verdade, uma bolsa-auxílio, definida pela Lei nº 6.932/1981. Em 2025, o valor da bolsa para residentes do primeiro ano (R1) é de R$ 4.106,09 mensais. Esse valor pode ser reajustado anualmente e complementado por algumas instituições.
É considerável destacar que a bolsa-auxílio não gera vínculo empregatício, mas o residente contribui para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), com uma alíquota de 11% sobre o valor da bolsa.
O auxílio-moradia é um direito garantido pela Lei nº 12.514/2011. Ele pode ser oferecido na forma de um alojamento fornecido pela instituição ou como um valor em dinheiro, correspondente a 30% da bolsa-auxílio (cerca de R$ 1.231,83 em 2025).
No entanto, nem todas as instituições cumprem essa determinação, o que pode exigir que o residente recorra a medidas administrativas ou judiciais para garantir o benefício.
As Comissões Estaduais de Residência Médica (Coremes) são órgãos responsáveis por supervisionar e regulamentar os programas de residência em cada estado.
Elas atuam em conjunto com a CNRM, garantindo que as diretrizes nacionais sejam cumpridas e que os residentes tenham acesso a um treinamento de qualidade.
A duração da residência médica varia de acordo com a especialidade escolhida. As residências de acesso direto têm duração de 2 a 5 anos, enquanto as especialidades com pré-requisito podem durar de 2 a 4 anos, dependendo da área.
Os programas de residência médica são divididos entre especialidades de acesso direto e aquelas que exigem pré-requisito. As especialidades de acesso direto são aquelas nas quais o médico pode se inscrever sem ter nenhuma especialidade prévia, como cirurgia geral, clínica médica, ginecologia e obstetrícia, pediatria, dermatologia, infectologia, entre outras.
Já as especialidades com pré-requisito exigem uma formação anterior em uma área básica, como cardiologia, pneumologia e urologia, que geralmente requerem residência prévia em clínica médica ou cirurgia geral.
Aqui estão todas as especialidades de acesso direto e as especialidades com pré-requisito, com os respectivos anos de duração e pré-requisitos:
As especialidades de acesso direto não exigem pré-requisitos. Qualquer médico formado pode se candidatar. Confira a lista completa:
Especialidades | Duração |
Acupuntura | 2 anos |
Anestesiologia | 3 anos |
Cirurgia Cardiovascular | 5 anos |
Cirurgia Geral | 3 anos |
Clínica Médica | 2 anos |
Dermatologia | 3 anos |
Genética Médica | 3 anos |
Ginecologia e Obstetrícia | 3 anos |
Homeopatia | 2 anos |
Infectologia | 3 anos |
Medicina de Emergência | 3 anos |
Medicina de Família e Comunidade | 2 anos |
Medicina do Trabalho | 2 anos |
Medicina do Tráfego | 2 anos |
Medicina Física e Reabilitação | 3 anos |
Medicina Legal e Perícia Médica | 3 anos |
Medicina Nuclear | 3 anos |
Medicina Preventiva e Social | 2 anos |
Neurocirurgia | 5 anos |
Neurologia | 3 anos |
Oftalmologia | 3 anos |
Ortopedia e Traumatologia | 3 anos |
Otorrinolaringologia | 3 anos |
Patologia | 3 anos |
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial | 3 anos |
Pediatria | 3 anos |
Psiquiatria | 3 anos |
Radiologia e Diagnóstico por Imagem | 3 anos |
Radioterapia | 3 anos |
Essas especialidades exigem que o médico tenha concluído uma residência anterior. Confira a lista completa:
Especialidades | Pré-requisito | Duração |
Alergia e Imunologia | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Angiologia | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Cardiologia | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Cirurgia de Mão | Residência em Cirurgia Geral, Ortopedia e Traumatologia ou Cirurgia Plástica | 2 anos |
Cirurgia de Cabeça e Pescoço | Residência em Cirurgia Geral | 2 anos |
Cirurgia do Aparelho Digestivo | Residência em Cirurgia Geral | 2 anos |
Cirurgia Oncológica | Residência em Cirurgia Geral | 3 anos |
Cirurgia Pediátrica | Residência em Cirurgia Geral | 3 anos |
Cirurgia Plástica | Residência em Cirurgia Geral | 3 anos |
Cirurgia Torácica | Residência em Cirurgia Geral | 2 anos |
Cirurgia Vascular | Residência em Cirurgia Geral | 2 anos |
Coloproctologia | Residência em Cirurgia Geral | 2 anos |
Endocrinologia e Metabologia | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Endoscopia | Residência em Clínica Médica ou Cirurgia Geral | 2 anos |
Gastroenterologia | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Geriatria | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Hematologia e Hemoterapia | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Mastologia | Residência em Cirurgia Geral ou Ginecologia e Obstetrícia | 2 anos |
Nefrologia | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Nutrologia | Residência em Clínica Médica ou Cirurgia Geral | 2 anos |
Oncologia Clínica | Residência em Clínica Médica | 3 anos |
Pneumologia | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Reumatologia | Residência em Clínica Médica | 2 anos |
Urologia | Residência em Cirurgia Geral | 3 anos |
A escolha da especialidade médica é um dos momentos mais importantes na trajetória de um residente. Algumas áreas atraem um grande número de candidatos e possuem alta concorrência, enquanto outras têm menor procura e, consequentemente, mais vagas disponíveis.
Segundo o estudo da Demografia Médica 2024, mais da metade (54,8%) dos residentes estão concentrados em apenas seis especialidades:
Essas especialidades costumam ter altos índices de candidatos por vaga nos processos seletivos, exigindo notas elevadas e uma preparação mais intensa.
Por outro lado, algumas especialidades possuem baixo número de residentes, seja pela menor procura entre os candidatos ou pela exigência de habilidades específicas. Entre as especialidades com menor número de médicos residentes, destacam-se:
Outras especialidades como Medicina Legal e Perícia Médica (17 residentes) e Medicina Nuclear (48 residentes) também estão entre as menos procuradas.
A concorrência de uma especialidade não deve ser o único critério para a escolha. Fatores como afinidade com a área, rotina de trabalho, possibilidades de crescimento e qualidade de vida também devem ser levados em conta.
Algumas especialidades oferecem anos adicionais opcionais, que permitem ao médico aprofundar seus conhecimentos em áreas específicas. Por exemplo:
O processo seletivo de residência médica é uma etapa na formação de um médico, permitindo que ele se especialize em uma área específica da Medicina.
Esse processo é concorrido e geralmente ocorre anualmente. Aqui estão os detalhes sobre como ele funciona:
A prova teórica é a primeira etapa da maioria dos processos seletivos de RM. Ela é composta por questões objetivas que cobrem um amplo espectro de conhecimentos médicos, incluindo:
A prova prática é uma etapa que avalia as habilidades clínicas e técnicas do candidato. Ela pode incluir:
A análise curricular é uma etapa em que a comissão de seleção avalia o currículo do candidato, considerando aspectos como:
O processo seletivo para vagas com pré-requisito segue a mesma estrutura das vagas de acesso direto. Geralmente, a prova é composta por questões sobre a área que o médico quer se especializar. Além disso, é comum ter questões sobre clínica geral.
Os editais costumam conter essas informações, informando o número de questões, assunto entre outros tópicos relevantes sobre a prova.
A preparação para as provas de residência médica exige dedicação e planejamento. Aqui estão algumas dicas essenciais:
Alguns candidatos optam por começar a se preparar no 5º ano da faculdade de Medicina. Isso permite um estudo mais tranquilo e contínuo.
Porém, há outros estudantes que preferem focar intensamente no último ano da graduação, dedicando-se exclusivamente à preparação para a residência. Essa é outra opção.
Vamos apresentar agora algumas estratégias para você se preparar para a prova teórica, que equivale à primeira fase do processo de seleção:
Fazer um cursinho preparatório pode ser uma excelente estratégia. Eles oferecem materiais didáticos, aulas com especialistas e simulados que ajudam a direcionar os estudos.
Revisão de conteúdos
Revise regularmente os conteúdos abordados na graduação, com foco nas disciplinas mais relevantes para a especialidade desejada.
Elabore um cronograma de estudos que inclua todos os tópicos que precisam ser revisados. Distribua o conteúdo ao longo dos meses para evitar sobrecarga.
Estabeleça metas diárias de estudo. Isso ajuda a manter a disciplina e a evitar o acúmulo de matéria.
Pratique com questões de provas anteriores e simulados. Isso ajuda a familiarizar-se com o estilo das perguntas e a melhorar a agilidade na resolução.
Forme grupos de estudo com colegas que também estão se preparando para a residência. Trocar experiências e discutir casos clínicos pode ser muito enriquecedor.
Utilize livros e apostilas recomendados por professores e especialistas na área. Materiais atualizados são essenciais para uma boa preparação.
Aproveite plataformas online que oferecem videoaulas, simulados e fóruns de discussão. Essas ferramentas podem complementar o estudo tradicional e costumam ficar disponíveis em cursinhos preparatórios.
Use ainda aplicativos de estudo que oferecem questões, resumos e dicas de memorização. Eles podem ser úteis para estudar em qualquer lugar e a qualquer momento.
Depois de conferir dicas valiosas para se preparar para a prova teórica, confira agora algumas sugestões para se preparar corretamente para a segunda fase do processo, ou seja, a prova prática:
Participe de simulações de atendimento clínico, onde você pode praticar a anamnese, o exame físico e a formulação de hipóteses diagnósticas.
Treine a realização de procedimentos médicos básicos, como suturas e punções, em ambientes controlados, como laboratórios de habilidades.
Peça feedback de professores e colegas sobre suas habilidades práticas e busque melhorar continuamente.
Já que demos dicas para a primeira e a segunda fases do processo, nada mais justo que falemos também da última etapa, a análise curricular. Veja nossas dicas para ser bem-sucedido na análise curricular:
Busque oportunidades para ganhar experiência clínica, como estágios e voluntariados em hospitais e clínicas.
Envie artigos para revistas científicas, explore diferentes periódicos da sua área e busque publicar em veículos de alto impacto.
Além disso, participe ativamente de congressos, seminários e simpósios, apresentando trabalhos, resumos ou pôsteres.
Solicite cartas de recomendação de professores e supervisores que possam atestar suas habilidades e comprometimento.
Participe de projetos de pesquisa, grupos de estudo e atividades comunitárias relacionadas à saúde.
Existem vários processos seletivos de residência médica que são bastante concorridos e oferecem vagas em diferentes especialidades. Abaixo, destacamos alguns dos principais processos no país.
O Exame Nacional de Residência (Enare) é um dos maiores e mais importantes processos seletivos para residência médica no Brasil.
Coordenado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o Enare oferece vagas em diversas especialidades médicas, multiprofissionais e uniprofissionais.
O último processo seletivo do Enare reuniu um número significativo de candidatos. Em 2024, foram oferecidas 4.874 vagas, distribuídas em 163 instituições em todo o país. O processo seletivo é composto por duas etapas principais: uma prova objetiva e uma análise curricular.
A prova objetiva é composta por 100 questões de múltipla escolha, abordando as grandes áreas da Medicina, como Cirurgia Geral, Clínica Médica, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Preventiva e Social e Pediatria.
Após a realização da prova, os candidatos escolhem a especialidade e a instituição onde desejam realizar a residência, conforme a pontuação alcançada.
O processo seletivo do Sistema Único de Saúde de São Paulo (SUS-SP) também é bastante concorrido e oferece vagas em diversas especialidades médicas.
O último processo seletivo reuniu milhares de candidatos disputando vagas em hospitais e unidades de saúde do estado de São Paulo.
O exame do SUS-SP é composto por uma prova objetiva e uma análise de títulos. A prova objetiva é composta por questões de múltipla escolha, abordando temas relacionados à especialidade escolhida pelo candidato.
A análise de títulos leva em consideração a formação acadêmica, experiências profissionais e outras atividades relevantes para a área de atuação.
Depois da realização da prova e da análise de títulos, os candidatos são classificados e convocados para a escolha das vagas, conforme a pontuação obtida.
A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) realiza um programa para residência médica que é bastante concorrido e oferece vagas em diferentes áreas.
O último processo seletivo reuniu milhares de candidatos disputando vagas em hospitais e unidades de saúde do estado do Rio Grande do Sul.
O processo seletivo da AMRIGS é composto por uma prova objetiva e pela prova prática e/ou análise curricular, a depender da instituição escolhida. A prova objetiva é composta por questões de múltipla escolha, tratando de temas relacionados à especialidade em foco.
Como ocorre com as instituições anteriores, depois que os candidatos fazem a prova, há a classificação e a convocação para a escolha das vagas, seguindo a pontuação conquistada por cada um.
A Universidade de São Paulo (USP-SP) realiza uma RM que é bastante concorrida e oferece vagas em muitas especialidades. O último processo seletivo reuniu milhares de médicos disputando vagas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e em outras unidades de saúde associadas.
O processo seletivo da USP-SP é formado por uma prova objetiva e análise curricular. A prova objetiva é composta por questões de múltipla escolha, explorando temas relacionados à especialidade selecionada.
A análise curricular leva em consideração a formação acadêmica, experiências profissionais e outras atividades relevantes no contexto da especialidade.
Depois da prova e da análise do currículo, os candidatos são classificados e chamados para a escolha das vagas, respeitando a pontuação.
Para acompanhar todas as informações sobre os processos seletivos de residência médica, como calendário completo, concorrência, notas de corte, editais completos, assuntos que mais caem e muito mais, acesse o Medway Radar.
A plataforma oferece uma visão detalhada e atualizada sobre os principais concursos de residência do país, permitindo que os candidatos se preparem de forma eficiente e estejam sempre bem informados.
A rotina da residência médica é intensa e exige dedicação, disciplina e muita responsabilidade. Abaixo, detalhamos alguns aspectos importantes da rotina de um residente.
A carga horária é regulamentada pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e pelo Ministério da Educação (MEC).
Os residentes têm uma carga horária semanal de 60 horas, distribuídas em atividades teóricas e práticas. Além disso, os residentes têm direito a um período de descanso de 24 horas ininterruptas após cada plantão de 24 horas.
A legislação também garante férias anuais de 30 dias, que podem ser fracionadas em até dois períodos.
As atividades teóricas são parte integrante da residência médica e incluem aulas, seminários, congressos e estudos de casos.
Essas atividades visam atualizar e aprofundar os conhecimentos dos residentes em suas áreas de especialização. As aulas e seminários são ministrados por professores e especialistas renomados, apresentando temas relevantes e atualizações na área médica.
Os congressos e eventos científicos também são importantes para a troca de experiências e o aprendizado de novas técnicas e descobertas.
As atividades práticas são o coração da residência médica e abrangem atendimentos ambulatoriais, cirurgias, procedimentos diagnósticos e terapêuticos e acompanhamento de pacientes internados.
Os residentes atuam sob a supervisão de preceptores, que são médicos experientes responsáveis por orientar e avaliar o desempenho dos residentes.
As atividades práticas permitem que os residentes apliquem os conhecimentos teóricos que já adquiriram e desenvolvam habilidades técnicas e clínicas indispensáveis para a prática médica.
Os plantões também são uma parte crucial da residência médica e visam preparar os residentes para situações de emergência e urgência. Os plantões podem ser de 12 ou 24 horas, dependendo da especialidade e da instituição.
Durante os plantões, os residentes atendem pacientes em situações de emergência, realizam procedimentos urgentes e tomam decisões críticas sob a supervisão de preceptores. Após cada plantão, os residentes têm direito a um período de descanso de 24 horas ininterruptas.
Os estágios optativos são uma oportunidade para os residentes explorarem áreas de interesse específico dentro de suas especialidades.
Esses estágios podem ser realizados em instituições nacionais ou internacionais e visam complementar a formação dos residentes.
Os estágios optativos permitem que os residentes adquiram experiência em subespecialidades, participem de pesquisas e desenvolvam projetos acadêmicos. Essa experiência é valiosa para o desenvolvimento profissional e pode abrir novas oportunidades de carreira.
Não, a residência médica não é obrigatória. No entanto, ela é necessária para quem deseja se especializar em uma área específica da medicina, como cirurgia, pediatria, entre outras.
A residência médica é um programa de treinamento prático e teórico regulamentado pelo MEC e pelo CNRM, com carga horária extensa e bolsa remunerada. Já a especialização é um curso de aprimoramento que pode ou não ter atividades práticas e geralmente não oferece remuneração.
A escolha deve levar em conta afinidade com a área, rotina de trabalho, oportunidades de mercado e estilo de vida desejado. Participar de estágios e conversar com médicos de diferentes especialidades pode ajudar nessa decisão.
Os residentes recebem uma bolsa estipulada pelo governo, que atualmente gira em torno de R$ 4.106,09. Em algumas instituições, podem haver benefícios adicionais, como auxílio-moradia ou alimentação.
A carga horária da residência médica pode chegar a 60 horas semanais, incluindo plantões e atividades teóricas.
Embora não seja proibido, a carga horária intensa da residência dificulta conciliar um segundo trabalho. A maioria dos residentes opta por focar totalmente no programa para garantir um melhor aprendizado.
Sim, o médico residente possui um CRM (Conselho Regional de Medicina), pois ele já concluiu a graduação em Medicina e é habilitado a exercer a profissão.
No entanto, durante a residência médica, ele atua sob supervisão e não de forma autônoma, ou seja, o CRM é válido, mas ele não pode atuar sem a supervisão de médicos mais experientes em situações clínicas.
A duração da residência médica varia conforme a especialidade escolhida, mas geralmente vai de 2 a 5 anos. Por exemplo, a residência em clínica médica dura cerca de 2 anos, enquanto em áreas como neurocirurgia duram 5 anos.
Não é necessário pagar para fazer a residência médica em programas públicos, pois os residentes recebem uma bolsa para cobrir suas despesas.
Sim, mas isso exige que o médico preste novamente o processo seletivo para a nova especialidade. O tempo já cursado na residência anterior não é aproveitado na nova área.
A rotina intensa e a dedicação exigida em uma residência médica preparam os residentes para enfrentar as dificuldades da prática médica com competência e confiança. Se você está se preparando para essa etapa ou já é um residente, lembre-se de que cada etapa dessa jornada é uma oportunidade de aprendizado e crescimento profissional.
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Cofundador e professor da Medway, formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (FAMECA) e com Residência em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP). Siga no Instagram: @mica.medway
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