Você já parou para calcular quantas horas um estudante de Medicina estuda por dia? A rotina intensa de dedicação começa na graduação, mas ainda dura alguns anos até que a vida profissional comece de verdade. Só que isso não é motivo para desanimar ou achar que é muito difícil dar conta do recado!
Pelo contrário, manter um bom ritmo ajuda a vencer muitos desafios. Muito mais do que ter boas notas, estudar bastante ajuda a adquirir confiança para as provas, inclusive de residência médica, e também para a prática médica, que todo mundo sabe que é de grande responsabilidade. A carga horária do curso já é voltada para este fim, mas vale pensar em seus objetivos para se preparar bem.
Agora, que tal conferir mais algumas dicas sobre a carga horária de Medicina? Assim, você consegue se organizar, não sobrecarrega o dia a dia e garante um bom desempenho ao longo do curso e na residência. Vamos lá!
Para saber quantas horas um estudante de Medicina estuda por dia, é preciso dar uma olhada na carga horária prevista para o curso. Ele acontece em período integral, então não há muito espaço para que o aluno trabalhe ao mesmo tempo em que estuda, por exemplo.
Em compensação, a dedicação exclusiva é o que permite uma preparação adequada para a profissão. Veja só como o curso se divide!
Diferentes fases da graduação exigem cargas horárias distintas. No Ciclo Básico (1º e 2º anos), a rotina é focada em teoria e exige cerca de 6 a 8 horas diárias de estudo. No Ciclo Clínico (3º e 4º anos), os alunos passam mais tempo em atividades práticas e podem precisar estudar entre 8 e 10 horas por dia. Já no Internato (5º e 6º anos), a carga horária inclui plantões e atendimentos supervisionados, podendo ultrapassar 12 horas diárias. Confira cada ciclo detalhadamente.
Os dois primeiros anos do curso envolvem matérias básicas, voltadas para áreas gerais que serão desenvolvidas mais para a frente. A carga teórica é maior e há bastante conteúdo para refletir e estudar, o que é essencial para ter uma base sólida e se dar bem nas próximas etapas do curso.
No ciclo clínico, por sua vez, o aluno começa a se aprofundar em disciplinas de atendimento, diagnóstico e cirurgia. Têm aulas de semiologia e propedêutica, que auxiliam na prática de exames físicos em pacientes, realizados em hospitais associados à universidade. Também começa a participar de simulações, para entender o funcionamento de aparelhos e acessórios essenciais à prática médica.
Nos dois últimos anos, os estudantes entram para o internato, ou seja, atuam diretamente em hospitais. As atividades incluem atendimento de pacientes ambulatoriais, passagem de enfermarias, realização de pequenos procedimentos e até mesmo instrumentação cirúrgica. São anos bem práticos e intensos, que exigem foco total e que são essenciais para quem deseja ter um bom desempenho nas provas de residência médica.
A carga horária prevista pelo MEC para a graduação em Medicina é de, pelo menos, 7.200 horas. Elas são distribuídas ao longo de 6 anos. No entanto, algumas universidades oferecem programas mais extensos, que contam com 8 ou 9 mil horas.
Antes de seguir, uma dica importante: quer deixar seus estudos na faculdade de Medicina mais leves, eficientes e até divertidos? Apresentamos o Medway Academy, o app que facilita seu dia a dia com trilhas de estudo, questões estratégicas, flashcards e vídeos curtos para turbinar seu aprendizado! Então não perca tempo e otimize seus estudos de forma mais dinâmica com a Medway!
Embora o estudo individual seja essencial para a fixação dos conteúdos, participar de grupos de estudo pode tornar o aprendizado mais dinâmico e eficiente. A troca de conhecimentos entre colegas permite discutir dúvidas, revisar temas complexos e abordar diferentes perspectivas sobre um mesmo assunto. Além disso, ensinar um conteúdo a outra pessoa é uma das formas mais eficazes de aprendizado, pois exige organização e domínio do tema.
Outra estratégia valiosa é buscar mentorias com estudantes mais experientes ou residentes. Contar com a orientação de alguém que já passou pelas mesmas etapas pode ajudar na organização da rotina, na escolha dos melhores materiais de estudo e na preparação para provas e estágios. Muitos veteranos também compartilham suas experiências sobre quais estratégias funcionam melhor para cada fase do curso, evitando que os calouros cometam erros comuns.
Além do suporte acadêmico, tanto os grupos de estudo quanto as mentorias ajudam a criar uma rede de apoio entre os estudantes. O curso de Medicina pode ser exigente e desafiador, e estar cercado de colegas que compartilham das mesmas dificuldades torna a jornada mais leve e motivadora.
Nada de pensar que, depois de se formar, você vai parar de estudar. Muito pelo contrário: a depender de seus planos profissionais, você ainda tem que focar em outros projetos, como é o caso da residência médica.
Quer algumas dicas de quem já passou por essa experiência? Então vale a pena tirar um tempinho para ouvir nosso podcast Projeto R1, que entrevistou a Cassandra Bastos, estudante de Medicina que conseguiu se virar muito bem para terminar a graduação com sucesso e mergulhar na residência médica. A experiência dela com certeza pode se aplicar para você, então inspire-se!
Depois que você entrar na residência, vale lembrar que a prática também exige estudo. Você estará imerso no ambiente hospitalar por 60 horas semanais, pelo menos, durante 2 anos. Ou mais, caso decida acrescentar mais anos para uma subespecialidade.
As aulas teóricas acontecerão com menor frequência, mas para o seu dia a dia, revisar conteúdo e se manter atualizado sobre novas técnicas e tecnologias será fundamental para se destacar no trabalho. E depois que essa experiência terminar, é bom reforçar que médicos renomados continuam a se aperfeiçoar.
Sendo assim, os estudos nunca param! Você terá mais mobilidade para se organizar quando tiver uma atuação consolidada, seja na rede pública ou particular, seja na pesquisa ou mesmo à frente de seu próprio negócio, o que facilita bastante. Mas se aprimorar será sempre essencial para se destacar no mercado.
Como você viu, a residência médica é uma fase muito cobiçada pela maioria dos estudantes de Medicina. Nem é preciso lembrar que as provas do processo seletivo são superconcorridas, não é mesmo? Ainda mais nas instituições mais renomadas do país.
Geralmente, o candidato passa por uma prova teórica, uma prova prática e uma entrevista para análise de currículo. As duas primeiras fases exigem muita preparação, para que você consiga a pontuação que permita o ingresso no programa de residência.
Então, é importante conciliar os estudos dos anos finais de graduação com a preparação para a residência médica. Não deixe para começar na última hora: a partir do quinto ano, você pode conciliar o internato com estudos teóricos e práticos voltados para as exigências da instituição de sua escolha na residência.
Embora a Medicina exija uma dedicação intensa, é essencial encontrar um equilíbrio. Muitos estudantes acreditam que não terão tempo para lazer, mas uma boa organização pode permitir momentos de descanso e atividades extracurriculares.
Técnicas como método Pomodoro, cronograma semanal e uso de aplicativos de produtividade ajudam a manter um ritmo saudável de estudos sem comprometer o bem-estar.
Não há obrigatoriedade sobre quantas horas um estudante de Medicina estuda por dia. Cada ciclo da graduação conta com atividades diferentes, que incluem aulas, trabalhos, simulados, atividades práticas, provas, monitorias e um grande volume de conteúdo.
A carga horária básica do curso você já conhece, e ela será cumprida de acordo com a proposta da sua universidade. Em paralelo, você precisa definir a sua rotina de estudos para cobrir as disciplinas, tirar suas dúvidas e fazer exercícios.
Sendo assim, descubra o que funciona melhor para seu caso: grupos de estudos, estudar individualmente, fazer um cursinho preparatório para a residência médica, ou um pouco de cada um para ter uma visão ampla do que a graduação oferece.
E sabe o que mais pode ajudar? Baixar o app da Medway! Independentemente de quantas horas um estudante de Medicina estuda por dia, essa é uma ferramenta que ajuda a estudar por questões de residência e reforçar o conteúdo na graduação, já que é possível usar filtros por temas. Tente aí, você não vai se arrepender!
E se os estudos para a residência já estão no seu radar, que tal continuar conhecendo mais o assunto com o nosso e-book 15 bloqueios que te impedem de ser aprovado na residência médica?
Bora lá!
Foi residente de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) de 2016 a 2018. É um dos cofundadores da Medway e hoje ocupa o cargo de Chief Executive Officer (CEO). Siga no Instagram: @alexandre.remor
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